sexta-feira, agosto 10, 2007

NOVO COMUNICADO: MONSARAZ - Ladeiras históricas arrasadas

Na sequência da denúncia feita pela ADIM, no passado dia 1 de Agosto, de que uma obra da Autarquia Reguenguense estava a arrasar as calçadas históricas de Monsaraz, a direcção regional do IPPAR de Évora actuou, e após uma reunião com os responsáveis camarários, realizada na passada terça-feira, dia 7 de Agosto de 2007, solicitou oficialmente a suspensão dos trabalhos. O referido pedido de suspensão deu entrada nos serviços da câmara na tarde do dia 8 de Agosto. De referir que os trabalhos em causa, parte deles dentro da Zona Especial de Protecção do Monumento Nacional Classificado, estão a ser realizados sem que o referido projecto tenha sido apreciado pelo IPPAR, como deveria ter sido, em nossa opinião, uma vez que se trata de uma zona classificada. Neste momento, manhã de dia 9 de Agosto, temos informações de que os trabalhos continuam, contrariando assim a solicitação oficial de embargo. A ADIM lamenta mais uma vez o sucedido e ainda que, apesar de os organismos oficiais terem actuado, a Câmara insista na destruição ao não suspender de imediato ao trabalhos. É de salientar que, mesmo que os trabalhos venham a ser suspensos, a totalidade das ladeiras históricas foram irremediável e completamente destruídas, sem qualquer possibilidade de recuperação, uma vez que o substrato arqueológico jamais será possível de reconstituir, bem como os afloramentos rochosos, muros de suporte e restantes elementos que constituíam no seu conjunto os antigos acessos à Vila Medieval.

Imagens dos trabalhos junto ao “corro” na tarde de ontem. É visível a proximidade do sistema defensivo setecentista, e o descuido com que a barreira é desaterrada sem qualquer cuidado nem acompanhamento arqueológico. Para além do descuido técnico na execução da obra, é altamente discutível a localização de um parque de estacionamento para autocarros num local tão sensível. O impacto desta localização infeliz será altamente prejudicial para a imagem da envolvente da Vila Medieval.

8 comentários:

Anónimo disse...

É realmente uma vergonha como em pleno ano 2007 a Própria câmara que devia defender Monsaraz comete uma atrocidade destas.

ARV disse...

Este é um verdadeiro crime de lesa-património que não deve ficar impune. A ADIM tem hoje ao seu dispor, diversos instrumentos legais, em Portugal e na Europa.

Saudações cordiais

PS: Não há qualquer objecção em colocar o link para in tenui labor.

xtr3m disse...

podem contar com a minha divulgação e apoio ;)

Rogerio Duarte Silva disse...

Boa Tarde,
Desde já agradecer o alerta no La Maleta para esta inacreditável situação. Irei disponibilizar um link e um post para que esta situação seja de conhecimento de cada vez mais gente.

Saudações
Rogério Silva

greentea disse...

deve ser como a empresa que criaram para deitar abaixo umas árvorezitas seculares aqui em Sintra, q depois dizem espécies invasoras ....


vou divulgar!!

asn disse...

Mas que falta de vergonha e senso. As autoridades administrativas, s+o porque t�m um mandato popular, n�o podem governar a seu bel-prazer. Um chefe de C�mara enlouquece, por exemplo, desata a fazer uma s�rie de disparates e ningu�m o consegue chamar � raz�o?
Que pa�s � este? As pr�prias autoridades policiais, em ac�o de emerg�ncia, podem tomar uma atitude. Afinal parece tratar-se dum n�tido atentado � sanidade mental p�blica!
Ent�o e a popula�o? N�o se mexe?
Temos ou n�o temos o direito � indigna�o? H� ou n�o leis que enquadram com rigor ac�es deste jaez? Ser� poss�vel que haja algum projecto que tenha sido aprovado � princ�pios?
asnunes

looking4good disse...

Se isto é verdade é lamentável que seja a própria edilidade (que devia ser a primeira a preservar o seu patrimonio arqueologico e cultural) a não cumprir as regras. Esperemos que o bom senso impere ..

XRéis disse...

Coloquei o Vosso apelo
http://pasquimdopovo.wordpress.com/
Blog do onde escrevo de vez enquando. Sendo Natural do Concelho de Reguengos de Monsaraz e nutrindo por Monsaraz uma verdadeira Paixão , não podia ficar quieta espero que não levem a mal ter "retirado as vossas fotografias, mas apenas devem servir para a melhor compreensão"